Cultura operária e práticas sindicais na grande Buenos Aires (1950-1970)

13.10.20

Cultura operária e práticas sindicais na grande Buenos Aires (1950-1970)

Entre as décadas de 1950 e 1970 o movimento operário argentino desempenhou um papel proeminente no interior da sociedade. Isto se expressou, por exemplo, em uma presença ascendente nos diversos âmbitos de discussão e decisão na esfera pública. Como apontam os estudos sobre o período, a classe trabalhadora teve um peso determinante nos debates econômicos e políticos daqueles anos, sobretudo por sua aberta oposição aos diferentes governos.  O presente texto reflete sobre algumas particularidades que exibiu a classe trabalhadora durante essas décadas. Apesar de seus comportamentos culturais teremse ido conformando dentro dos âmbitos laborais, tenderam, além disso, a reproduzirse e ampliar-se em outros espaços territoriais, em particular nos lugares de residência. Nesses interstícios, os trabalhadores intercambiaram tradições, experiências e memórias; saberes que, por sua vez, foram transmitidos de forma geracional a seus descendentes. Para uma melhor aproximação a esse mundo laboral a partir do estudo de alguns de suas características sociais e culturais, destaca-se a importância de apreender sua riqueza e complexidade através do emprego de ferramentas metodológicas como a Historia Oral.

Compartimos el artículo "Cultura operária e práticas sindicais na grande Buenos Aires (1950-1970)" realizado por Alejandro Schneider* y publicado originalmente en la Revista História e Luta de Classes.

Doctor en Historia. Facultad de Humanidades y Ciencias de la Educación Universidad Nacional de La Plata (UNLP). Licenciado y Profesor en Historia. Facultad de Filosofía y Letras Universidad de Buenos Aires (UBA).